Em coletiva, Abelão abre o jogo sobre sobre vários assuntos do Fluminense e manda a real para jornalista




Após treino realizado na manhã desta quarta-feira, o treinador Abel Braga concedeu uma entrevista coletiva no CT do Fluminense. Confira a íntegra:

Carlos Alberto Parreira no Fluminense?
Antes eu quero fazer uma colocação. Hoje recebi uma visita cordial, de uma pessoa que é querida. Tenho uma relação muito forte, mas isso desde o tempo de menino na Penha. É o professor Perreira. Gentilmente, não necessitava, mas ele é um gentleman. Ele veio comunicar o motivo pelo qual não poderia aceitar o convite para ser VP de futebol. Tem agenda cheia de compromissos, ao menos até fevereiro. Depois, até brinquei sobre a Copa, ele possa aceitar mesmo estando atarefado. Queria deixar isso claro. Ele está torcendo e colaborando para a gente sair dessa situação. No momento, por saber que não estará presente 100%, ele preferiu não aceitar. Ele veio aqui me falar isso. Ele iria explicar pessoalmente, mas a entrevista era depois do treino. Então, eu expliquei.

Pierre e Gum
São jogadores que estão voltando. Gum de longo tempo, Pierre faz um pouco menos. Renato treinou e acredito que possa no próximo jogo. O planejamento é feito a todos os jogadores. Vamos analisar o que é melhor. Começa a chegar o momento em que não é só o lado técnico e físico. Tem o emocional, que ajuda muito. Eles são vitoriosos, experientes e estão acostumados a decisões. Vamos ver. Estou analisando com cuidado. Espero que, no momento que eu chamar, possa me dar a resposta que o Cavalieri me deu no jogo passado.

Gols sofridos ao final dos jogos
Eu gostaria de terminar o jogo com 40 minutos. Contra o Grêmio, tomei aos 42. Fiz a virada contra o Vitória aos 44 e levei o empate aos 48. Isso é concentração, momento. É segurar a bola na frente, parar a jogada, valorizar uma falta, um lateral, um escanteio. A equipe tem se portado bem contra o Flamengo. Em Cariacica, todo time suplente. E teve outros que a gente não ganhou pois não deixaram a gente levar. E vou deixar por aí. Ainda não engoli aquela final de campeonato.

Semana tumultuada no Fluminense
Não vamos usar isso como desculpa. Primeiro, não nos envolvemos em questões políticas. Fernando é uma pessoa que trabalhou com a base faz muitos anos. E temos esses jogadores no grupo. Criamos amizade e relação, claro, a gente sente a saída. Mas isso é o lado político. No aeroporto, foi o torcedor. A gente tem de entender. Falei com jogadores sobre isso. Preocupa, é o momento, que está ruim. Vem um jogo agora que o torcedor não gosta de perder, que é contra o Flamengo. A gente tem de procurar ganhar. Nesta semana, ainda envolveram o meu nome em coisas ridículas. Um disse que eu estava em São Paulo acertando ida aos Emirados Árabes. Outra que eu tinha vetado amistoso com PSG. Eu nunca fiquei sabendo disso. Quando a coisa está ruim, se toma uma dimensão maior. O grande lance é a gente saber que o que acontece é normal. E, no jogo, voltar a nossa realidade e a nossa produção.

Reunião com organizadas do Fluminense
Não conversei pois já tinha falado com eles no aeroporto. Foi um negócio muito bom, pelo o que me falaram. Eles falaram que vão apoiar muito. O São Paulo dá um exemplo dessa união, após 17 jogos na zona do rebaixamento. Nós ainda não entramos e espero não entrar. Não sei se foi o presidente que pediu que houvesse. Pelo o que fui informado, o nível foi muito bom. Veio muito apoio. Isso é legal.

Torneio da Flórida
Claro, me perguntaram. Posso nem estar aqui no ano que vem, mas… a cada ano que passa a qualidade do torneio aumenta. Se divulga a marca internacionalmente. O Corinthians faz, Atlético-MG, o São Paulo… O Fluminense foi o primeiro. Acho legal. Já reparou que os europeus fazem isso direto? Saem logo após a primeira semana de treinos para jogar na Ásia? O negócio é dinheiro, divulgar a marca. O chato é que estando lá ou não estando vai ter de se começar um campeonato 18 dias depois. A apresentação é dia 3. O que vai acontecer é que a parte de exames médicos será feita antes das férias.

Áudio de Fernando Veiga
Não atrapalha nada. No fundo, ele não falou mentira. Então, pergunte ao presidente. É meu amigo… Na eleição, me pediram para gravar vídeo. Não o fiz. Sou profissional. Eu só lamento pela saída de um amigo.

Paulo Bhering como vice-presidente de futebol agrada?
Trabalhou comigo em 2005, fomos campeões cariocas e finalistas da Copa do Brasil. Não sou eu que escolho o VP, parceiro. Quer me dar um nó sem corda? Para, pô. Vamos falar do jogo, é Fla-Flu.

Fla-Flu
O clássico é charmoso. Isso criou uma rivalidade legal. Não lembro de ser jogo desleal, de pancadaria. Os times sempre procuram jogar. Para mim, representa muito pois é o próximo. E a gente precisa de um bom resultado. Vamos dar a vida por ele. E depois a gente vê o próximo. Domingo não resolve a nossa situação e também não se pode dizer que o time vai cair. Claro que o resultado dá confiança legal.

Orejuela
Não sei, ele jogou duas partidas pela seleção. Você consegue me falaram que vai jogar o Cuellar, o Trauco e o Guerrero? Eles vão chegar juntos. Se o treinador de lá confirmar, eu confirmo.

Experiência do treinador x juventude do grupo
Eu nunca tive sorte. A única foi, como treinador de futebol, foi quando peguei o Fluminense em 2011. Ali, tinha jogador. Pegamos e levamos para a Libertadores e depois, no ano seguinte, fomos campeões. Isso, da experiência, vai de cada um. Claudinei, Zé Ricardo, Jair, Eduardo são muito bons.

Importância da vitória
Ganhar é bom, vai mexer com a confiança e o emocional. Muita gente fala que teremos três jogos com ele, mas teremos a Sul-Americana daqui 20 dias. Agora, neste momento, é uma coisa importante para a gente. Vamos sentir caso não ganhe. E tudo se transfere para o jogo contra o Avaí. Nós nos colocamos nessa situação, não vamos atirar a culpa em ninguém. Nós que entramos, nós que temos de procurar as soluções.

Elenco cheio de graques os garotos?
O melhor é lidar com clube que não tem dinheiro. Lido com garotos, o patrimônio do clube. São eles que vão fazer o clube ter dinheiro ali na frente. Nisso, tenho papel importante. Eu sabia da situação do clube, mas não sabia que era tão complicado. E também não imaginava que seria com tantos garotos. A cobrança no craque é muito maior do que no menino.

Henrique
Não, ele está fora. Os demais, todos treinam. Até o Marquinho. Uns voltando, se adaptando. Quando teve a semana aquela, tivemos dois jogos-treinos. Falta algumas coisas a alguns. O pessoal da cirurgia, não.

Luta contra a Ponte Preta contra o rebaixamento
Não quero viver aquilo de novo. Não entramos na zona. É muito ruim, é estressante. Para quem é perfeccionista, não dorme. Se pensa, pensa e se pensa demais. Espero que o Fluminense e eu não tenhamos que passar. Eu confio nos jogadores. Acontece de cair, são quatro. Vamos fazer de tudo para evitar.

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Por Explosão Tricolor / Fonte: GloboEsporte.com / Foto: Fluminense FC

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