🖋️ “MAIS UMA SOBRENATURAL VITÓRIA TRICOLOR”: Leia a emocionante crônica de Lindinor Larangeira sobre a classificação heroica em Mendoza

Em sua coluna no Explosão Tricolor, jornalista exalta a resistência com um a menos, o milagre de São Fábio, o gol de Serna e a alma guerreira do Fluminense na Libertadores.




Fábio brilhou contra o Rivadavia
Foto: Reprodução / ESPN

“O Fluminense não joga apenas futebol. O Fluminense encena a própria vida, com toda a sua carga de tragédia, suor e, finalmente, redenção.”

(Por Lindinor Larangeira)

Amigos, quem esteve, na última terça-feira, no Estádio Malvinas Argentinas foi testemunha ocular de um momento histórico da Conmebol Libertadores 2026. Uma página heroica escrita no frio de Mendoza.

Os cerca de mil tricolores, que largaram a família, o emprego, deixaram os compromissos no Brasil para trás, não se arrependeram. Parafraseando o maior dos tricolores, Nelson Rodrigues, vale a pena atravessar uma cordilheira para ver o Fluminense jogar. E como o “profeta tricolor” já dizia: “O Fluminense não joga apenas futebol. O Fluminense encena a própria vida, com toda a sua carga de tragédia, suor e, finalmente, redenção.”

Após a expulsão de Canobbio, tudo parecia perdido. A eliminação era questão de tempo. O adversário, um time frio e calculista, precisava mudar seu cálculo e passar a propor o jogo. O Fluminense, que controlava a partida, precisava defender a sua meta, com a proteção de João de Deus. A arrogância argentina só esqueceu que aquele uniforme verde, branco e grená é uma armadura, vestida por guerreiros. Alguns, além de guerreiros, santos. Como São Fábio das Laranjeiras. O grande herói de uma classificação épica, que enche a melhor e mais linda torcida do mundo de orgulho.

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Leia a crônica de Lindinor Larangeira sobre a classificação épica do Fluminense em Mendoza. "O Fluminense é o dono absoluto..."
Foto: Conmebol

Quando, aos 76 minutos, o gol surgiu, não foi um uma jogada fortuita. Hércules, possuído por Gerson Nunes de Oliveira, o “Canhotinha de Ouro”, fez um passe com fita métrica para Serna. A bola viajou misticamente, e o colombiano mais amado do Brasil cresceu, diante da impotência do jovem goleiro argentino. Como se fosse Waldo, Flávio, ou Fred, ele não hesitou, empurrando a bola para o fundo das redes. O universo tricolor sorriu.

Mas para o Fluminense nada é fácil. Tudo é sofrido. Além de vencer o bem armado e aguerrido 11 argentino, era necessário derrotar a Conmebol. O que foi aquele pênalti marcado no último minuto da partida?

Contra tudo e contra todos, o Fluminense triunfou. E aqui retorno à inspiração rodrigueana: “Venceu porque tinha que vencer. Porque o tricolor carrega na camisa uma nobreza que não se compra e não se treina. Como eu sempre disse: os outros times têm torcida; o Fluminense tem uma comunidade de fiéis.”

E quando essa sinergia entre o campo e a arquibancada existe, o tricolor é quase imbatível.

Obrigado Nelson Rodrigues, Marcão, Guga, Ignácio, Thiago Silva, Renê, Hércules, Martinelli, Ganso, Canobbio, Hulk, Soteldo, Serna, Millan e Acosta.

Termino esse texto, óbvia e ululantemente inspirado no mestre, como ele finalizou uma das suas crônicas eternas, intitulada “A Sobrenatural Vitória Tricolor”:

“Que os invejosos recolham sua insignificância. Ontem, o Fluminense provou, mais uma vez, que é o dono absoluto da emoção divina.”

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Sobre Vinicius Toledo 1966 Artigos
Criador do Explosão Tricolor, Vinicius Toledo atua na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014, com mais de 1.700 matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política do clube. Administrador de empresas com especialização em Finanças e Marketing, dedica-se à análise técnica e independente sobre os rumos da instituição. Saudações Tricolores!