Precisamos falar de defesa institucional




Foto: Divulgação



Primeiramente, o título do texto não é qualquer tipo de justificativa para a vergonhosa derrota para o CSA. Não há nada que justifique o vexame protagonizado pelo Fluminense diante de 25 mil tricolores, em pleno Maracanã, num belíssimo domingo de sol.

Antes de comentar sobre o tema principal do texto, não há como não deixar de falar do jogo. No primeiro tempo, a atuação foi ruim, mas ainda assim, o time criou uma meia dúzia de chances. No intervalo, Diniz sacou o João Pedro para a entrada do Wellington Nem. Na minha visão, essa substituição foi equivocada. Abrir mão do melhor finalizador do elenco com o time tendo que partir pro abafa é algo pra lá de questionável.

O Fluminense jogou em cima do CSA durante todo o segundo tempo, no entanto, faltou caprichar na última bola. O nervosismo ficou evidente na maioria das finalizações. Segundo o programa Troca de Passes, do SporTV, a equipe do Diniz registrou o recorde de finalizações na atual edição do Campeonato Brasileiro: 32.

Outra substituição questionável foi a saída do Daniel para a entrada do Brenner. Até entendi a intenção do Diniz, que era a de abafar intensamente o CSA, mas essa mudança expôs de vez o limitado sistema defensivo tricolor.

Com tantas chances desperdiçadas e algumas mudanças equivocadas, a bola puniu. E puniu de forma muito cruel, pois a jogada do gol do CSA surgiu através de um contra-ataque originado num pênalti escandaloso em cima do Paulo Henrique Ganso, que foi ignorado pela arbitragem de campo e pelo VAR. Vale ressaltar que, além desse lance, outros dois pênaltis foram ignorados.

Conforme comentei no primeiro parágrafo, nada justifica essa vexaminosa derrota. No entanto, não dá para ignorar o que a arbitragem tem feito com o Fluminense desde a primeira rodada do Brasileirão. São erros e mais erros escancarados. Sendo assim, não há como não cobrar uma atitude enérgica do Mário Bittencourt. Vale lembrar que a defesa institucional foi uma das principais bandeiras de campanha dele. Até quando, presidente?

Sobre o Diniz, apesar dos equívocos nas substituições, foi o menos culpado pelo fiasco. Essa derrota vai pra conta dos jogadores. Finalizar mais de trinta vezes e não marcar um gol é o fim da picada. Cada jogador deveria ter a dignidade de treinar finalizações diariamente após as tradicionais atividades, mas…

Finalizando, em tempos de muita “passação de pano”, fica o recado: criticar com responsabilidade também é uma forma de apoiar e cobrar é uma obrigação moral de quem realmente ama o Fluminense de verdade.

Saudações Tricolores

Vinicius Toledo



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